quarta-feira, 23 de março de 2011

Programa IEE - Enfoque Histórico 2011

Março

Dia 03 (Aula - 1) – Apresentação dos alunos. Definição da proposta e programação do curso. Formas de avaliação.

• Elaboração de autobiografias escritas individualmente e posteriormente socializadas em grupo e em plenária. O objetivo será o conhecimento de suas trajetórias e interesses. (trabalho individual nr. 1)

• Levantamento de temas e questões que deverão ser trabalhadas durante o semestre.

Dia 10 (Aula - 2) – Apresentação e debate de um filme: “Adeus Meninos”

Sinopse. Há momentos da história que a força bruta, a crueldade opressiva, o preconceito e a insensatez dos homens vingam sobre a humanidade, gerando guerras sangrentas e de efeitos irreversíveis. Adeus, Meninos (Au Revoir les Enfants), escrito, produzido e dirigido por Louis Malle, é um filme que com sensibilidade expressiva, mostra um desses momentos negros da história, a Segunda Guerra Mundial.

Filme de 1987, Adeus, Meninos é o retrato de uma França ocupada pelos nazistas, dividida entre os que resistiam à ocupação e os que a aceitavam passivamente, até colaborando com os invasores, delatando e denunciando vizinhos, amigos e patriotas.

No meio do preconceito gerado pela insanidade nazista, esteve a perseguição e o extermínio ao povo judeu. O filme de Louis Malle traz uma história delineada em fatos reais, vividos pelo diretor aos 12 anos, quando ele estudava em um colégio carmelita perto de Fontainebleau. Traz a Segunda Guerra Mundial como pano de fundo, mas o cenário é um colégio católico, internato de crianças ricas francesas. A amizade de Julien Quentin (Gaspard Manesse) e Jean Bonnet (Raphael Fejto), o primeiro, um menino cristão de família rica, o segundo um menino judeu refugiado no colégio para fugir à perseguição nazista, comove pela sua ingenuidade juvenil, sincera diante de tempos de preconceito e obscuridade. O perigo é iminente, mas a amizade de ambos suaviza o fantasma devastador da guerra. Mesmo diante da tragédia que se instalará a qualquer momento, há tempo para a descoberta da amizade, da adolescência que assim como os nazistas, está à porta, da intelectualidade da vida, das diferenças culturais e, principalmente, do grande amor fraterno que une as pessoas em momentos de penúria e perigo. Mesmo diante de uma temática com um fim pungente, Louis Malle constrói uma história forte e lírica, com uma sensibilidade ímpar e delicada, sem em momento algum se prostrar diante do melodrama, sem recorrer ao sentimentalismo óbvio, fazendo do filme um dos melhores da década de 1980, e um dos melhores do cinema francês de todos os tempos.

Para saber mais sobre o filme visitar o site - http://jeocaz.wordpress.com/2009/02/28/adeus-meninos/

Dia 17 (Aula 3) -  Apresentação do programa do curso.
Bibliografia Geral do curso:

HILSDORF, M.L. História da Educação Brasileira: leituras. São Paulo: Thomson, 2003 (http://books.google.com.br/books?id=annbqSHv3iMC).

FREITAS, Marcos Cézar de, BICCAS, Maurilane de S. História Social da Educação Brasileira (1926-1996). São Paulo: Cortez, 2009. (Biblioteca Básica da História da Educação Brasileira)

Infolink Linha do tempo: http://educarparacrescer.abril.com.br/historia-educacao/index.shtml
Tema da aula: “O que é cultura escolar?”

Atividade: Aula dialogada mediada por análise de fotografias e discussão do texto indicado abaixo.

Bibliografia básica:

VIDAL, Diana. No interior da sala de aula: ensaio sobre cultura e prática escolares. Currículo sem fronteiras, volume 9, número 1, jan.jun., 2009 (http://www.curriculosemfronteiras.org/vol9iss1articles/2-vidal.htm).

Youtube – vídeo sobre Cultura Escolar:

http://www.youtube.com/watch?v=d1VT_RWNO38&feature=related

Dia 24 (Aula - 4)– Unidade I - O lugar da escola na sociedade brasileira.

Temas: história da escola pública brasileira; organização do sistema escolar; escola pública e privada; reformas educacionais; Inclusão e exclusão; qualidade da educação; progressão continuada; avaliação.

Bibliografia Básica:

NUNES, Clarice. “O ‘velho’ e ‘bom’ ensino secundário: momentos decisivos”. Revista Brasileira de Educação, nr. 14, p. 35-60, maio/ago. 2000. (www.anped.org.br).

Atividade - Discussão de texto e aula expositiva dialogada

1) Idéias interessantes retiradas dos textos (trabalho individual 2);

Dia 31 (Aula - 5) – O lugar da escola na sociedade brasileira.Temas Atuais
Temas: história da escola pública brasileira; organização do sistema escolar; escola pública e privada; reformas educacionais; Inclusão e exclusão; qualidade da educação; progressão continuada; avaliação.

Bibliografia básica:

FREITAS, Marcos Cézar de, BICCAS, Maurilane de S. História Social da Educação Brasileira (1926-1996). São Paulo: Cortez, 2009, p. 179-207. (Biblioteca Básica da História da Educação Brasileira)

OLIVEIRA, Romualdo Portela e ARAUJO, Gilda Cardoso de. Qualidade do ensino: uma nova dimensão da luta pelo direito à educação. Revista Brasileira de Educação, nr. 28, jan. abr. 2005, p. 5-23. (http://www.scielo.br/)

ARELARO, Lisete R.G. Formulação e implementação das políticas públicas em educação e as parcerias público-privadas: impasse democrático ou mistificação política? Educação e Sociedade, out 2007, vol.28, no.100, p.899-919. (www.scielo.br/pdf/es/v28n100/a1328100.pdf)

BARRETTO, Elba Siqueira de Sá and SOUSA, Sandra Zákia. Estudos sobre ciclos e progressão escolar no Brasil: uma revisão. Educ. Pesqui. [online]. 2004, vol.30, n.1, pp. 31-50. (http://www.scielo.br/pdf/ep/v30n1/a03v30n1.pdf)

Atividade - Discussão dos textos

1) Idéias interessantes retiradas dos textos (trabalho individual 3);

2) Trabalho em grupo (socialização das sistematizações individuais e produção coletiva) (trabalho coletivo 1)

Abril

Dia 07 (Aula – 6)O lugar da escola na sociedade brasileira.Temas Atuais

Atividade 1 - Apresentação e debate dos grupos sobre os  textos da aula anterior que abordaram a temática "O lugar da escola na sociedade brasileira".

Atividade 2 - Elaboração de propostas de ação. Orientação coletiva.
1) Trabalho em grupo (trabalho coletivo 2)
2) Apresentação da discussão em grupo – palavra aberta e debate
3)Tarefa -  Elaborar em casa uma Proposta de Ação Individual (Trabalho individual 4)

Dia 14 (Aula 7) – Três Estações na Faculdade de Educação

1. Visita ao Centro de Memória da Educação
2. Visita a Labrimp
3. Documentário de "Antonio Cândido" - sobre a origem da USP

Dia 21 – Semana Santa – Não haverá aulas

Dia 28 (Aula 8) - Unidade II - Sujeitos da Educação: Professores e alunos.

Temas: História da formação dos professores; Valorização do magistério; Papel do professor (relação entre professor e aluno); Violência escolar e bullying.
Atividade: discussão do texto e aula dialogada

Bibliografia Básica:

VICENTINE, Paula Perin; LUGLI, Rosário Genta. História da profissão docente no Brasil: representações em disputa. São Paulo: Cortez, 2009, p.11-25 e 211-225. (Biblioteca Básica da História da Educação Brasileira)

Atividade - Discussão de texto e aula dialogada
1. Idéias interessantes retiradas dos textos (trabalho individual 6)

Maio

Dia 02 (Aula 9) – Unidade II - Sujeitos da Educação: Professores e alunos. Temas atuais
Temas: História da formação dos professores; Valorização do magistério; Papel do professor (relação entre professor e aluno); Violência escolar e bullying.

Bibliografia da aula:
LAPO, Flavinês Rebolo e BUENO, Belmira Oliveira. Professores, desencanto com a profissão e abandono do magistério. Cadernos de Pesquisa, mar. 2003, no.118, p.65-88. link para o texto: www.scielo.br/pdf/%0D/cp/n118/16830.pdf
MAUES, Olgaíses. Reformas internacionais da educação e formação de professores. Cadernos de Pesquisa, mar./2003, no.118, p.89-117. link para o texto: http://www.scielo.br/pdf/%0D/cp/n118/16831.pdf
ESTEVE, José M. Fatores de mudança: doze elementos de transformação no sistema escolar. In: NÓVOA, Antônio (Org.) Profissão Professor. Porto: Porto Editora, 1995, 93-129.
PEREIRA, Júlio Emílio Diniz. As licenciaturas e as novas políticas educacionais para a formação docente. Educ. Soc. [online]. 1999, vol.20, n.68, pp. 109-125. ISSN 0101-7330.
www.scielo.br/pdf/es/v20n68/a06v2068.pdf

1) Idéias interessantes retiradas dos textos (trabalho individual 7);
2) Trabalho em grupo (socialização das sistematizações individuais e produção coletiva) (trabalho coletivo 3)
3) Apresentação dos resultados dos grupos – palavra aberta e debate.

Dia 09 - (Aula 10) - Unidade II - Sujeitos da Educação: Professores e Alunos

DAYRELL, Juarez. A escola "faz" as juventudes? Reflexões em torno da socialização juvenil. Educação & Sociedade. 2007, vol.28, n.100, pp. 1105-1128. link para o texto: http://www.scielo.br/pdf/es/v28n100/a2228100.pdf
MARRIEL, Lucimar Câmara, ASSIS, Simone G., AVANCI, Joviana Q. et al. Violência escolar e auto-estima de adolescentes. Cadernos de Pesquisa, jan./abr. 2006, vol.36, no.127, p.35-50. (http://www.scielo.br/pdf/cp/v36n127/a0336127.pdf)
SALVADORI, Maria Angela Borges. Inspiração da memória e identidade docente. Pro-Posições v.18, n. 2 (53) - maio/ago. 2007, p.167-181.
http://www.proposicoes.fe.unicamp.br/~proposicoes/textos/53-artigos-salvadorimab.pdf

1) Idéias interessantes retiradas dos textos (trabalho individual 8);
2) Trabalho em grupo (socialização das sistematizações individuais e produção coletiva) (trabalho coletivo 4)

Dia 16  (Aula 11) - Unidade II - Sujeitos da Educação: Professores e Alunos - Apresentação e debate do filme “Entre os muros da escola”. 

Atividade - Apresentação das sistematizações dos textos sobre Sujeitos da Educação: Professores e Alunos

Dia 23 (Aula 12) – Unidade II - Sujeitos da Educação: Professores e Alunos

Atividade - Elaboração de propostas de ação. Orientação coletiva.
1) Trabalho em grupo (trabalho coletivo 5)
2) Apresentação da discussão em grupo – palavra aberta e debate
3) Tarefa - Elaborar uma Proposta de Ação Individual em casa (trabalho individual 9)
 
Dia 30 (Aula 13) – Unidade II - Sujeitos da Educação: Professores e Alunos

Atividade - a) Correção das propostas de ação coletiva. Reelaboração da PAC
b) Atendimento individual para a elaboração do Trabalho Final.

Junho

Dia 06 (Aula 14) – Unidade III – Educação e as Novas Tecnologias.
Temas: Função social da escola e sua relação com as novas mídias e tecnologias; Qual o papel do professor frente às novas tecnologias; Educação e televisão; Metodologia e processos de aprendizagem.

Bibliografia da Aula.
BARRETO, Goulart Raquel. Tecnologia e Educação: trabalho e formação docente. Educação e Sociedade, Campinas, vol 25, n.89, p. 1181-1201, Set./Dez. 2004.
http://www.scielo.br/pdf/es/v25n89/22617.pdf

Atividade - Discussão de texto e aula dialogada:

1) Idéias interessantes retiradas dos textos (trabalho individual 10);
Temas: Função social da escola e sua relação com as novas mídias e tecnologias; Qual o papel do professor frente às novas tecnologias; Educação e televisão; Metodologia e processos de aprendizagem.

FISCHER, Rosa Maria Bueno. Mídia, máquinas de imagens e práticas pedagógicas. Revista Brasileira de Educação. 2007, vol.12, n.35, pp. 290-299. (www.scielo.br)
MONTEIRO, ANA MARIA FERREIRA DA COSTA. Professores: entre saberes e práticas. Educação e Sociedade. 2001, v. 22, n. 74, pp. 121-142. (www.scielo.br)
BARRETO, Raquel G. Tecnologias na formação de professores: o discurso do MEC. Educação e pesquisa, vol. 29, nr. 2, p. 271-286, jul. dez. 2003. (http://www.scielo.br/)

Atividade - Discussão dos textos
1) Idéias interessantes retiradas dos textos (trabalho individual 11);
2) Trabalho em grupo (socialização das sistematizações individuais e produção coletiva) (trabalho coletivo 6)
3) Apresentação dos resultados dos grupos – palavra aberta e debate.

Dia 13 (Aula 15) - Unidade III – Educação e as Novas Tecnologias

Atividade – Análise de sites (Trabalho coletivo 7)
a) http://www.eadunicid.com.br/
b) http://www.umpostalparaumamigo.blogspot.com.br/
c) http://www.crmariocovas.sp.gov.br/
d) http://www.educarparamudar.com.br/
e) http://www.museudapessoa.net/
f) http://www.angela.lago.com.br/
g) http://www.aconteceporaqui.portalgens.com.br/
h) http://fazervaleralei.blogspot.com/
i) http://www.edicoestoro.net/
j) http://www.ipeafro.org.br/home/linha-do-tempo

Dia 07 (Aula 16) - Seminário Final
Apresentação das Propostas de Ação

Entrega do trabalho final.

terça-feira, 15 de março de 2011

Programa Curso IEE - Enfoque Histórico 2011

Inicamos no mês de fevereiro mais uma edição do curso, espero que possamos utilizar este canal de comunicação para acompanhar o desenvolvimento do programa e das atividades que serão realizadas durante as aulas.
Maurilane

sábado, 6 de novembro de 2010

Programação do curso: novas atualizações

Pessoal,
Conforme combinamos estou postando as alterações realizadas na programação do nosso curso. Só faltam três aulas para o encerramento. Vamos participar dos plantões para finalizarmos os trabalhos.
Maurilane.

Novembro



Dia 10 - (Aula 13) - Unidade III – Educação e as Novas Tecnologias.

Temas: Função social da escola e sua relação com as novas mídias e tecnologias; Qual o papel do professor frente às novas tecnologias; Educação e televisão; Metodologia e processos de aprendizagem.

BOHADANA, Estrella & VALLE, Lílian do. O quem da educação à distância. Revista Brasileira de Educação. 2009, vol.14, n.42, pp. 551-564. (www.scielo.br)
FISCHER, Rosa Maria Bueno. Mídia, máquinas de imagens e práticas pedagógicas. Revista Brasileira de Educação. 2007, vol.12, n.35, pp. 290-299. (www.scielo.br)
MONTEIRO, ANA MARIA FERREIRA DA COSTA. Professores: entre saberes e práticas. Educação e Sociedade. 2001, v. 22, n. 74, pp. 121-142. (www.scielo.br)
BARRETO, Raquel G. Tecnologias na formação de professores: o discurso do MEC. Educação e pesquisa, vol. 29, nr. 2, p. 271-286, jul. dez. 2003. (www.scielo.br)

Atividade - Discussão dos textos

1) Idéias interessantes retiradas dos textos (trabalho individual 11);
2) Trabalho em grupo (socialização das sistematizações individuais e produção coletiva) (trabalho coletivo 7)
3) Apresentação dos resultados dos grupos – palavra aberta e debate.

Dia 17 (Aula 15) – Elaboração de Propostas de Ação.

Orientação inidividual e coletiva. (Trabalho coletivo 8)

Dia 24 - Não haverá aulas - XVI Jornadas Argentinas de Historia de la Educación “A 200 años de la Emancipación Política: Balances y Perspectivas de la Historia de la Educación Argentina y Latinoamericana”

Dezembro

Dia 01 (Aula 16) - Apresentação das Propostas de Ação

Atividade - Seminários dos Alunos

Avaliação e encerramento do curso

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Plantão: vamos aproveitar este horário?

Pessoal,

Vamos aproveitar os horários dos plantões. Estou na Faculdade às segundas feiras - 17h às 19h, nas quartas-feiras de 17h às 19h e nas quintas-feiras de 18h às 20h.  Estou sempre no Bloco A, 2o. Andar, Sala 219. Se quiserem podem agendar pelo email - maurilane@hotmail.com.

Um bom feriado.

Atividade de análise de site

Pessoal,

conforme combinamos, vocês devem escolher um dos sites listados abaixo e fazer um análise do mesmo seguindo o roteiro.

a) http://www.eadunicid.com.br/

b) http://www.umpostalparaumamigo.blogspot.com.br/

c) http://www.crmariocovas.sp.gov.br/

d) http://www.educarparamudar.com.br/

e) http://www.museudapessoa.net/

f) http://www.angela.lago.com.br/

g) http://www.aconteceporaqui.portalgens.com.br/

h) http://fazervaleralei.blogspot.com/

i) http://www.edicoestoro.net/

j) http://www.ipeafro.org.br/home/linha-do-tempo

Roteiro de análise dos sites

1) Caracterização geral do site:
a) Que instituição ou empresa é responsável pelo site?
b) Do que se trata o site?
c) O que ele oferece? (produtos, serviços, entretenimento)

2) Design
a) O design é atrativo? E eficiente?
b) As técnicas utilizadas com a finalidade de dar foco aos conteúdos figuram de forma equilibrada e harmoniosa?
c) O design é coerente com a identidade, objetivos e missão que a empresa e ou instituição quer demonstrar?

3) Conteúdo
a) Quão relevante é o conteúdo do site?
b) Como você avalia a forma como o conteúdo é disponibilizado?
c) Ele é completo e suficiente para que possa repassar toda a informação necessária?

4) Funcionalidade
a) O website está compatível com os objetivos para os quais foram definidos?

5) Navegabilidade
a) A navegação do site é simples e intuitiva para o usuário?

6) Velocidade
a) Quanto tempo leva para o carregamento do site em diferentes velocidades e tipos de conexão?

7) Usabilidade
a) O site analisado é fácil de usar?

8) Acessibilidade
a) O website é acessível, especialmente para o perfil do seu público alvo? É importante destacar que acessibilidade é a capacidade de acesso por pessoas com diferentes condições físicas, de cognição ou mesmo com utilização de diferentes tecnologias e dispositivos. Por isso, é fundamental analisar o perfil do seu público alvo, o que esse público precisa para garantir o acesso e monitorar se essas necessidades estão contempladas no site analisado.

Educação dirigida pelas próprias crianças

Aqui está o link para a palestra de Sugata Mitra, pesquisador educacional indiano que sugere ser a educação possível desde que haja interesse, podendo ser inclusive um processo autodidata, desde que compartilhado coletivamente.

Para nossa sorte, já há legenda disponível em português brasileiro.

Vejam, se impressionem e comentem.

http://www.ted.com/talks/sugata_mitra_the_child_driven_education.html?utm_source=newsletter_weekly_2010-09-14&utm_campaign=newsletter_weekly&utm_medium=email

Acabei também encontrando outra fala de Dr. Mitra. Realizada em 2007, tem um tom mais acadêmico e mais sistemático também, com legenda em português disponível.

http://www.ted.com/talks/sugata_mitra_shows_how_kids_teach_themselves.html

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Educação versus violência

Educação versus violência

Especialistas apontam importância da educação no combate à violência
Publicado em 27/04/2007 - 05:01
Uma análise sócio-econômica do País nas últimas três décadas deixa evidente que a sociedade brasileira mudou de cara. Caiu a ditadura, a população foi às urnas, instituiu-se um regime democrático, cresceu a participação das mulheres no mercado de trabalho, de jovens nas universidades, a presença do Brasil  no cenário internacional tornou-se mais concreta. Isso tudo veio acompanhado de problemas que já existiam, mas que ficaram exacerbados: o crescimento das desigualdades sociais, de uma abissal divisão de renda, do fortalecimento do crime organizado, da criação de uma legião de excluídos sociais nas principais cidades brasileiras. O resultado é que a violência aumentou em nossa sociedade e as estatísticas crescentes de furtos, homicídios, sequestros e outros crimes mais ou menos hediondos, envolvendo indivíduos de todas as classes sociais, estão aí para comprovar.
Fica a questão: a educação pode ser remédio contra a escalada da violência e da criminalidade? A resposta dos especialistas entrevistados pelo Universia é clara. Sim, é possível, desde que haja uma transformação na linha pedagógica e no próprio processo de ensino, e que a própria educação seja utilizada não apenas como uma forma unilateral de se transmitir conhecimento, mas de formar cidadãos. Conforme os entrevistados, dar às crianças e jovens acesso contínuo à educação é um dos fatores que diminuem as estatísticas de criminalidade e reduzem a incidência (ou reincidência) de casos de violência de qualquer espécie.
Mas frisam também que ela, sozinha, não pode resolver todos os problemas. "A educação é fundamental na melhora da qualidade de vida de um indivíduo, mas não pode ser considerada um elemento redentor. Existe uma percepção errada em nossa sociedade de que, quando todo o resto falha, a escola tem de resolver. A maioria dos casos de violência dentro das escolas reflete apenas um problema trazido de fora", opinou o pesquisador do Crisp/UFMG (Centro de Estudos de Criminalidade da Universidade Federal de Minas Gerais), Robson Sávio Reis Souza. Apesar de soar como afirmação óbvia, o pesquisador - que também ministra aulas de políticas públicas de educação na PUC/MG (Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais) -, frisa: "várias pesquisas apontam para coincidências entre indivíduos vulneráveis sócio e economicamente e a violência. Existe um senso comum de que pobre é violento, e isso se exacerba sobretudo com quem tem problemas de moradia, saneamento básico e educação", conta.
O psicólogo e pesquisador do Núcleo de Estudos de Violência da USP (Universidade de São Paulo), Renato Alves, concorda e vai além: "A violência está disseminada na sociedade, já é cotidiana. A escola é apenas mais um cenário. A educação, para atuar como elemento de correção, precisa estar encaixada dentro de políticas públicas estruturadas, que envolvam o acesso das pessoas à saúde, ao trabalho, à cultura, ao esporte. A educação, sozinha, não dá conta da violência", diz. Com pesquisas de campo em colégios da periferia das zonas Leste e Sul da cidade de São Paulo, com destaque para o Jardim Ângela, o pesquisador da USP revelou que, em conversas com gestores, docentes e alunos, duas constatações sempre eram tiradas: ou a escola era violenta demais ou não existia nenhum indício de violência no local, apenas eventos esporádicos. À conclusão de Alves segue uma terceira via: a escola nada mais é do que o reflexo da própria comunidade onde está instalada.
Na companhia de dois colegas do Núcleo -  criado em 1987 pela instituição de ensino -, ele se prepara para lançar, no próximo dia 8 de maio, o livro "Violência na Escola". "Elaboramos a obra pensando justamente em estratégias de como a educação pode conter a violência", explicou Alves. Ficamos, assim, diante de um paradoxo: se a escola é um reflexo de uma sociedade violenta e, sozinha, não tem muito como contribuir, como justificar a idéia de que a educação pode funcionar como um antídoto para isso? Para Renato Alves, da USP, é simples: "a escola, por si só, é um espaço conflitivo, de troca de experiências e culturas. Mas, também, tem de ser entendido como um espaço de socialização, e seu papel é ensinar às crianças a respeitar essas diferenças, o espaço dos outros, o que passa pela mudança nas linhas pedagógicas adotadas atualmente", conclui.
O especialista entende que o erro da maioria das instituições de ensinos é se omitir diante de pequenos conflitos, como brigas no recreio, "naturalizando" essas situações. "Está errado. O papel da escola é, desde cedo, transmitir valores, noções de cidadania e deveres para todos. É o que lá na frente chamamos de exercício da democracia e ninguém entende. E isso passa, inclusive, pela relação professor-aluno, que é muito ruim. Em uma situação em que a qualidade dos professores e alunos não é boa, o ensino é precário e os estudantes não são ouvidos, a realidade de fora da escola se reflete lá dentro", conta.
Os reflexos existem. Pesquisa divulgada nesta semana pelo Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) feita com 684 docentes, no fim do ano passado, revela que 87% afirmaram conhecer algum caso de violência dentro de unidades escolares. Cerca de 76% dos entrevistados disseram acreditar que a principal causa dos problemas de violência residem nos conflitos entre os próprios alunos. Outros dados alarmantes referem-se ao fato de 70% dos docentes afirmarem saber sobre casos de tráfico de drogas dentro da escola e outros 74% disserem conhecer professores que já sofreram ameaças de agressão física ou até mesmo de morte.
O sociólogo Lúcio Castelo Branco, da UnB (Universidade de Brasília), lembra que a escalada da violência é resultado, também, da própria mudança de estrutura das famílias brasileiras nas últimas décadas. "A família brasileira, hoje, é um problema gravíssimo, já que um quinto delas é chefiada por mulheres. Como fazer com que elas trabalhem, cuidem da casa e eduquem os filhos?", questiona. O professor, assim, reitera a opinião da importância da escola. "Mas tem-se não apenas de se preocupar com a educação, que é a internalização de hábitos, regras e costumes que tornam o sujeito controlado, equilibrado. É preciso oferecer instrução básica às crianças, que viria de uma perspectiva pedagógica mais criativa. Pressupõe-se, com isso, a criação de uma política nacional de superação da impunidade", comenta.