quarta-feira, 6 de abril de 2016

Programa do Curso

 Fevereiro

Dia 17 (Aula - 1) – Apresentação da Proposta do curso
Atividade
1)      Apresentação dos alunos(as) e da professora.
2)      Leitura e discussão de notícias selecionadas de jornais de circulação nacional sobre educação no Brasil nos dias atuais;
3)      Levantamento de  temas e questões que gostariam de estudar no curso.
4)      Discussão dos textos jornalísticos sobre educação e dos temas e questões de interesse dos alunos para serem incorporadas no programa do curso
Tarefa - Ler o texto de VIDAL, Diana. No interior da sala de aula: ensaio sobre cultura e prática escolares. Currículo sem fronteiras, volume 9, número 1, jan. jun., 2009 (http://www.curriculosemfronteiras.org/vol9iss1articles/2-vidal.htm). Elaborar três ideias interessantes do texto (Trabalho Individual 1)

Dia 24 (Aula - 2) – O que é cultura escolar?
Atividade 1 – Apresentar e discutir o filme Nenhum a menos
Sinopse por Ana Lucia Santana 
Filme singelo, dirigido por Zhang Yimou com uma câmera sutil, em estilo apenas parcialmente ficcional, “Nenhum a Menos” revela as condições da educação na zona rural chinesa. O diretor flagra uma escola primária em estado precário, na remota aldeia de Shuiquan, na qual os recursos são tão reduzidos que seu titular, Gao, é obrigado a reservar um giz para cada dia letivo.
Quando sua mãe adoece, o professor é obrigado a se retirar por algum tempo, com o objetivo de visitá-la, pois está à beira da morte. O prefeito da pequena localidade, porém, não consegue encontrar um substituto que aceite trabalhar nestas condições. Só lhe resta contratar a única voluntária, Wei Minzhi, de apenas 13 anos, que mal tem recursos intelectuais para transmitir aos alunos. Na verdade, ela mesma só cursou o primário. A garota deverá permanecer por um mês na escola, a qual será também sua morada temporária, compartilhada com mais alguns estudantes.
Embora desprovida de qualquer experiência, ela revela ter, apesar de sua aparente timidez crônica, uma persistência e uma fibra surpreendentes. Mais que lhe orientar quanto ao que deve passar de conteúdo para seus alunos, o Professor Gao lhe reserva uma árdua missão. Preocupado com a constante evasão escolar, ele lhe recomenda que mantenha todos os estudantes na escola, e não deixe nenhum partir.
Obcecada com esta ideia, ela faz tudo para impedir que uma de suas alunas, talentosa atleta, seja levada para a cidade, onde treinará para aperfeiçoar seu dom. Impotente diante desta realidade, ela não permitirá que nenhum outro estudante parta da pequena escola. A realidade, porém, transcende seus modestos planos, e ameaça retirar de sua pequena comunidade mais um aluno.
Órfão de pai, integrante de uma família muito pobre, repleta de dívidas, o pequeno Zhang Huike é obrigado a deixar a escola e ir para a cidade trabalhar. Inconformada, a professora parte em busca de seu aluno; impedida de embarcar como clandestina em um ônibus, ela segue a pé sua jornada repleta de emoções e desafios.
À vida na escola rural, em que os alunos são obrigados a copiar o que a garota escreve na lousa, inconsciente de seu significado, sem condições de explicar seu conteúdo, é contraposta a vida urbana, a qual se revela cruel aos marginalizados, aos desprovidos de recursos financeiros.
Este filme, protagonizado por atores amadores, com as falas, principalmente as infantis, improvisadas, realça o realismo do enredo, que muitas vezes é a perfeita tradução da própria existência dos intérpretes. O resultado é tão criativo, rico e transbordante de emoção, que a obra conquistou o prêmio de melhor filme do Festival de Veneza de 1999. Aliás, o segundo do diretor, que já havia conquistado o Leão de Ouro por sua criação anterior, A História de Qiu Ju. http://www.infoescola.com/cinema/nenhum-a-menos/
Nenhum a Menos. Direção: Zhang Yimou. China, 1999, 106 minutos. Elenco: Wei Minzhi, Zhang Huike, Tian Zhenda, Gao Enman, Sun Zhimei.
Bibliografia
BAUER, Carlos. Nenhum a menos: princípios educativos na filmografia chiensa! Revista Espaço Acadêmico.No. 101, outubro 2009, Dossiê 60 Anos da Revolução Chinesa.
KRACKE, Lucia Villela. Perspectivas ocidentais sobre um filme do Oriente: Nenhum a menos.Comunicação & educação• Ano XI • Número 1 • jan/abr 2006
TEIXEIRA, Inês Assunção de Castro; LOPES, José de Souza Miguel. A escola e o cinema. Belo Horizonte, Autêntica Editora Coleção -  Cinema, cultura e educação2007.

Março

Dia 02 (Aula - 3) – O que é cultura escolar ?
Atividade 1 – Montar grupos de 4 pessoas, para que os alunos possam discutir e sistematizar as ideias interessantes do texto: VIDAL, Diana. No interior da sala de aula: ensaio sobre cultura e prática escolares. Currículo sem fronteiras, volume 9, número 1, jan. jun., 2009 (http://www.curriculosemfronteiras.org/vol9iss1articles/2-vidal.htm). 
Atividade 2 – Apresentação, debate e sistematização coletiva das principais ideias do texto colocadas pelos alunos(as) e pela professora.
Atividade 3 – Apresentação do programa do curso

A - Bibliografia Geral do curso:
1) HILSDORF, M.L. História da Educação Brasileira: leituras. São Paulo: Thomson, 2003 (http://books.google.com.br/books?id=annbqSHv3iMC).
2) FREITAS, Marcos Cézar de, BICCAS, Maurilane de S. História Social da Educação Brasileira (1926-1996). São Paulo: Cortez, 2009. (Biblioteca Básica da História da Educação Brasileira)

Dia 09 (Aula 4) -  Unidade I - O lugar da escola na sociedade brasileira
Temas: história da escola pública brasileira (escolar nova, escola integral, direitos das crianças e adolescentes a educação; função social da escola; abandono escolar; ditadura militar e a educação; organização do sistema escolar; escola pública e privada; qualidade da educação; bolsa família; Inclusão e exclusão (Lei 10.639); avaliação).

Bibliografia Básica
FARIA FILHO, Luciano Mendes de; VIDAL, Gonçalves Diana. Os tempos e os espaços escolares no processo de institucionalização da escola primária no Brasil. Revista Brasileira de Educação, Mai/Jun/Jul/Ago 2000 Nº 14. http://www.scielo.br/pdf/rbedu/n14/n14a03

Atividade  Aula histórica - expositiva dialogada
1)      Ideias interessantes retiradas do texto (trabalho individual 2)

Dia 16 (Aula - 5) – Unidade I - O lugar da escola na sociedade brasileira: temas atuais - escolar nova, escola integral, direitos das crianças e adolescentes a educação; função social da escola; abandono escolar;  ditadura militar e a educação; organização do sistema escolar; escola pública e privada; qualidade da educação; bolsa família, Inclusão e exclusão (Lei 10.639); avaliação).

Bibliografia básica:
1) OLIVEIRA, Romualdo Portela e ARAUJO, Gilda Cardoso de. Qualidade do ensino: uma nova dimensão da luta pelo direito à educação. Revista Brasileira de Educação, nr. 28, jan. abr. 2005, p. 5-23. (http://www.scielo.br/)
2) ARELARO, Lisete R.G. Formulação e implementação das políticas públicas em educação e as parcerias público-privadas: impasse democrático ou mistificação política? Educação e Sociedade, out 2007, vol.28, no.100, p.899-919. www.scielo.br/pdf/es/v28n100/a1328100.pdf
3) RIBEIRO, Marlene. Exclusão e Educação Social: conceitos em superfície e fundo. Educação e Sociedade. Campinas, vol. 27, n. 94, p. 155-178, jan./abr. 2006 - http://www.scielo.br/pdf/%0D/es/v27n94/a09v27n94.pdf
4) GOMES, Nilma Lino. Diversidade étnico-racial, inclusão e equidade na educação brasileira: desafios, políticas e práticas. Revista Brasileira de Política e Administração da Educação. V. 27, n. 1, p. 109-121, jan./abr. Anpae, 2011.
5) CAVALIERE, Ana Maria Villela. Educação Integral: uma nova identidade para a escola brasileira? Educação e Sociedade.  Campinas, vol. 23, n. 81, p. 247-270, dez. 2002 http://www.scielo.br/pdf/%0D/es/v23n81/13940.pdf
6) BERTAGNA, Regina Helena. Avaliação e progressão continuada: o que a realidade desvela. Pro-Posições, Campinas, v. 21, n. 3 (63), p. 193-218, set./dez. 2010 http://www.scielo.br/pdf/pp/v21n3/v21n3a12.pdf
7) VARANI, Adriana; SILVA, Daina Cristina. A relação família-escola: implicações no desempenho escolar dos alunos dos anos iniciais do ensino fundamental. Revista Brasileira Estudos Pedagógicos, Brasília, v. 91, n. 229, p. 511-527, set./dez. 2010.
8) CASTRO, Henrique Carlos de Oliveira; WALTER, Maria Inez Machado Telles Walter; SANTANA, Cora Maria Bender de; STEPHANON, Michelle Conceição. Percepções sobre o Programa Bolsa Família na sociedade brasileira. Opinião Pública, Campinas, vol. 15, nº 2, Novembro, 2009, p.333-355. http://www.scielo.br/pdf/op/v15n2/03.pdf
Atividade - Discussão dos textos 
1)      Escolher um dos textos relacionados;
2)      Levantar e escrever três ideias interessantes do texto (trabalho individual 3);
3)      Em grupo socializar das sistematizações individuais, discutir e produzir coletivamente as ideias interessantes em cartazes. (trabalho coletivo 1)
4)      Apresentação e aprofundamentos das discussões dos textos em plenária.

Dia 23 – Não haverá aula - Semana Santa

Dia 30 (Aula - 6) – Unidade I - O lugar da escola na sociedade brasileira: temas Atuais - escolar nova, escola integral, direitos das crianças e adolescentes a educação; função social da escola; abandono escolar;  ditadura militar e a educação; organização do sistema escolar; escola pública e privada; qualidade da educação; bolsa família;  Inclusão e exclusão (Lei 10.639); avaliação.

Atividade – Elaboração de Proposta de Ação Coletiva
É um exercício que será realizado em sala de aula, em grupo, onde os alunos deverão elaborar uma proposta de “ação” para resolver algum problema da educação brasileira,  que ficou evidente e chamou a atenção do coletivo. Ou seja, vamos pensar uma alternativa para solucionar questões que estão acontecendo por causa da política educacional existente; pela forma como as relações cotidianas acontecem na escola, na sala de aula, na comunidade, etc.

1)      Roteiro elaboração da Proposta de Ação Coletiva e Individual
1. Tema (assunto)
2. Introdução (apresentação/descrição do problema a ser discutido no trabalho)
3. Objetivos (o que se pretende com a proposta de trabalho)
4. Público Alvo (para quem a proposta é direcionada)
5. Estratégias/etapas para concretizar os objetivos e resolver o problema definido.

2)       Exemplo de uma Proposta de Ação Coletiva

Tema - Currículo significativo para escola

Introdução
Existe uma grande dificuldade dos alunos na percepção da aplicabilidade do currículo ensinado nas escolas. Nesse sentido, cada escola deveria proporcionar e garantir a aquisição de conhecimentos mais próximos ao cotidiano de cada aluno.

Objetivo
  • Trazer para o cotidiano escolar a realidade dos alunos
Estratégias
  • Criação de oficinas temáticas que relacionariam as disciplinas do currículo com conhecimentos cotidianos da comunidade escolar.
  • Estas oficinas estariam relacionadas com um projeto maior, desenvolvido em conjunto pelo corpo docente e com participação dos alunos.
  • As oficinas seriam frequentadas por alunos de diferentes anos.
Público-alvo
É possível adaptar essa proposta para qualquer ciclo, porém aqui optamos traçar estratégias para o Ensino Médio.

3)       Elaboração da Proposta de Ação Coletiva (Trabalho Coletivo 2) 
4)      Apresentação e discussão das Propostas de Ação Coletiva. (Momento de tirar as dúvidas para poder elaborar a PAI.

Tarefa – Elaboração da Proposta de Ação Individual  - (Trabalho individual 4)
É um exercício a ser realizado em casa, sozinho, onde deverá elaborar uma proposta de “ação” individual, para resolver algum problema da educação brasileira, que ficou evidente e chamou a atenção, que pode inclusive ter saído nas discussões do grupo quando estavam elaborando a Proposta de Ação Coletiva. Ou seja, vamos pensar uma alternativa para solucionar questões que estão acontecendo por causa da política educacional existente; pela forma como as relações cotidianas acontecem na escola, na sala de aula, na comunidade, etc.

Abril

Dia 06 - (Aula – 7) –  Unidade II - Sujeitos da Educação: Professores – Alunos – Famílias

Atividade - Apresentação e discussão do filme "Entre os Muros da Escola"

Sinopse 
O filme “Entre os muros da escola” retrata o ambiente escolar na sua totalidade, uma escola francesa, onde em uma sala de aula com alunos entre 13 e 15 anos, adolescentes com suas questões, esse grupo é composto por negros africanos, latino-americanos, asiáticos e franceses.
O professor François Marin, interpretado por François Bégauden, que é também autor do livro de mesmo nome do filme, tem como meta fazer com que os alunos, além de aprenderem o idioma pátrio francês, assumam uma postura de turma homogênea, tarefa quase impossível dado a diferenças dos alunos no que diz respeito à multiplicidade comportamental da classe, pela formação cultural, econômica e, sobretudo racial.
Ele chama a atenção dos alunos para participação do processo ensino/ aprendizagem, mostrar que eles estão realmente aprendendo. Nos conselhos escolares, busca valorizar o que cada aluno tem de bom, procurando entender também o que leva ou levou o aluno ao ato de indisciplina (caso do Soyleumane).
Destacam-se as atuações da personagem Khoumba, afro descendente, que é uma aluna chamada de desobediente e sem disciplina, por se recusar a atender uma ordem do professor. Esmeralda, mestiça, contesta o professor, sendo que faz parte do Conselho de Classe, e, sobretudo há a atuação do aluno Soyleumane, um garoto problemático que vive em conflito com os professores e com os seus colegas.
No Conselho de Classe os professores discutem sobre o desempenho dos alunos, avaliando os mesmos, e fazem um planejamento. O conselho conta com participação de duas integrantes da turma, supostamente para ajudar, mas não é isso que acontece, pois elas do muitas risadas, tirando a atenção dos professores.
O filme francês se destaca para nós brasileiros com um problema bem pessoal de países que recebem imigrantes seja pelo xenofobismo exacerbado, contra imigrantes ou contra pessoas vindas de ex-colônias, um caso isolado é o do estudante e de origem chinesa que tem certa aceitação por parte da escola pelo esforço de aprender a língua francesa e o drama da deportação da família por estarem ilegais no país e os professores temem pela perda do aluno, tentando ajudá-lo.
O filme tem muitos pontos de contato com a realidade brasileira, cito: O conflito entre professores e alunos, a agressividade dos educandos, a falta de interesse dos mesmos em relação aos estudos e a não obediência ao educador; com o conflito do professor que para impor sua autoridade leva um aluno (Soyleumane) ao Conselho de Disciplina, mesmo sabedor de que este ato será irreversível e provocará a expulsão dele e sua entrada na marginalidade social.
Essa realidade nos leva a repensar sobre o papel da influência do professor no presente e futuro dos alunos, e que devemos sempre nos manter em equilíbrio e servirmos de bom exemplo e de guia para nossos alunos, mesmo que não sejamos recompensados por isso.

Atila Raphael
Arindo Siston Junio

Atividade 
1)DAYRELL, João Guilherme. Entre os muros da escola: exílio, multiculturalismo e zonas de contato.Interdisciplinar.Ano 5, v. 10, jan-jun de 2010, p. 405-416
João Guilherme Dayrell (UFSC)

a)       Levantar as ideias interessantes retiradas dos textos (trabalho individual 5 )
2)      Apresentação e discussão do filme.

Dia 13 (Aula 8) – Unidade II - Sujeitos da Educação: Professores,  Alunos e Famílias
Temas: História da formação dos professores; Valorização do magistério; Papel do professor (relação entre professor e aluno); Violência escolar e bullying; relação escola-professor-aluno.

Atividade : Aula histórica – aula expositiva dialogada

Bibliografia Básica:
1) NUNES, Clarice. Formação docente no Brasil: entre avanços legais e recuos pragmáticos. Revista Teias. V. 1, n.1.  janeiro/junho de 2000
http://periodicos.proped.pro.br/index.php/revistateias/article/view/14/16

a)      Levantar as ideias interessantes retiradas dos textos (trabalho individual 6)

Dia 20 (Aula 9) – Unidade II - Sujeitos da Educação: Professores,  Alunos e Famílias

Temas Atuais: História da formação dos professores; Valorização do magistério; Papel do professor (relação entre professor e aluno); Violência escolar e bullying; relação escola-professor-aluno.
Bibliografia da aula:
1)LAPO, Flavinês Rebolo e BUENO, Belmira Oliveira. Professores, desencanto com a profissão e abandono do magistério. Cadernos de Pesquisa, mar. 2003, no.118, p.65-88. link para o texto: www.scielo.br/pdf/%0D/cp/n118/16830.pdf
2)  MALANCHEN, Julia; VIEIRA, Suzane da Rocha. A política brasileira de formação de professores: repercussões sobre o trabalho docente. VI Seminário da Redestrado Regulação Educacional e Trabalho Docente, 06 e 07 de novembro de 2006. UERJ – Rio de Janeiro.
3)Galvão, Afonso et al. Violências escolares: implicações para a gestão e o currículo. Ensaio: Avaliação e Políticas .Públicas de Educação, Set 2010, vol.18, no.68, p.425-442

Atividade - Discussão dos textos 
1)      Escolher um dos textos relacionados;
2)      Levantar e escrever três ideias interessantes do texto (trabalho individual 7);
3)      Em grupo socializar das sistematizações individuais, discutir e produzir coletivamente as ideias interessantes em cartazes. (trabalho coletivo 3)
4)      Apresentação e aprofundamentos das discussões dos textos em plenária.

Dia 27 - (Aula 10) – Unidade II - Sujeitos da Educação: Professores,  Alunos e Famílias
Tema histórico 
ALCANTARA, Wiara Rosa Rios. Por uma história econômica da escola: a carteira escolar como vetor de relações (São Paulo, 1874-1914). Tese de Doutorado. Faculdade de Educação, USP, 2014, p.13-40.

Temas Atuais: juventude, violência escolar e bullying; relação escola-professor-aluno; drogas.
1)DAYRELL, Juarez. A escola "faz" as juventudes? Reflexões em torno da socialização juvenil. Educação & Sociedade. 2007, vol.28, n.100, pp. 1105-1128. link para o texto: http://www.scielo.br/pdf/es/v28n100/a2228100.pdf
2)GOMES, Nilma Lino. Educação, identidade negra e formação de professores/as: um olhar sobre o corpo e o cabelo crespo. Educação e Pesquisa, São Paulo, v.29, n.1, p.167-182, jan./jun; 2003
(http://www.scielo.br/pdf/ep/v29n1/a12v29n1.pdf) 
3)THIN, Daniel. Para uma análise das relações entre famílias populares e escola: confrontação entre lógicas socializadoras. Revista Brasileira Educação, Ago 2006, vol.11, no.32, p.211-225. (http://www.scielo.br/)
4) GONÇALVES, Luiz Alberto Oliveira; SPOSITO, Marília Pontes. Iniciativas públicas de redução da violência escolar no Brasil. Cadernos de Pesquisa. no.115. São Paulo Mar.2002.  http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-15742002000100004
Atividade - Discussão dos textos 
1)      Escolher um dos textos relacionados;
2)      Levantar e escrever três ideias interessantes do texto (trabalho individual 8);
3)      Em grupo socializar das sistematizações individuais, discutir e produzir coletivamente as ideias interessantes em cartazes. (trabalho coletivo 4)
4)      Apresentação e aprofundamentos das discussões dos textos em plenária.

Maio

Dia 04 - (Aula 11 ) - Unidade II – Unidade II - Sujeitos da Educação: Professores e Alunos

Atividade - Elaboração de Proposta de Ação Coletiva
1)      Apresentar e discutir o documentário:  Quando a comunidade vai à escola, e a escola vai à comunidade - Enviado em 17 de out de 2011
Experiência da Escola Municipal Professor Daniel Alvarenga, de Belo Horizonte (MG), a partir da integração escola-comunidade. https://www.youtube.com/watch?v=-XFGLzT7R1Y
2)      Roteiro elaboração da Proposta de Ação Coletiva e Individual
1. Tema (assunto)
2. Introdução (apresentação/descrição do problema a ser discutido no trabalho)
3. Objetivos (o que se pretende com a proposta de trabalho)
4. Público Alvo (para quem a proposta é direcionada)
5. Estratégias/etapas para concretizar os objetivos e resolver o problema definido.

3)      Apresentação e discussão das Propostas de Ação Coletiva. (Trabalho coletivo 5)
Tarefa – Elaboração da Proposta de Ação Individual - (Trabalho individual 9)

Dia 11 - (Aula 12) - Unidade III – Educação Métodos e as Novas Tecnologias.
Temas: Função social da escola e sua relação com as novas mídias e tecnologias; Qual o papel do professor frente às novas tecnologias; Metodologia e processos de aprendizagem;

Atividade 
1)      Apresentar e discutir o documentário: Entretenimento e as Novas Tecnologias de Comunicação - V CECC – 
Vídeo exibido antes do quarto encontro do CECC (Consórcio de Entretenimento e Cultura Contemporânea) com a diretora executiva da Ydreams Karina Israel. Este trabalho está licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição 2.5 Brasil. Para ver uma cópia desta licença, visite http://creativecommons.org/licenses/b... ou envie uma carta para Creative Commons, 171 Second Street, Suite 300, San Francisco, California 94105, USA. O Consórcio de Entretenimento e Cultura Contemporânea (CECC) tem como objetivo promover a reflexão sobre o entretenimento, suas relações com diferentes áreas arte, educação, política, religião, filosofia, indústrias criativas e publicidade - e ainda mostrar como o entretenimento hoje pode ser considerado uma linguagem. Os debates acontecem mensalmente (nas últimas segundas-feiras de cada mês) e são abertos ao público, sempre com entrada franca. Concepção e Coordenação: Vinicius Andrade Pereira (PPGC-UERJ e ESPM-RJ)
 https://www.youtube.com/watch?v=96DN77IFRrA 

2)      Apresentar e discutir a palestra intitulada: Experimento de Sugata Mitra na educação infantil de crianças da Índia. TED. Publicado em 4 de abr de 2013
O cientista educacional Sugata Mitra aborda um dos maiores problemas da educação -- os melhores professores e escolas não existem onde eles são mais precisos. Em uma série de experimentos na vida real, de Nova Deli à África do Sul e Itália, ele deu acesso supervisionado à internet para crianças e viu resultados que podem revolucionar a nossa forma de pensar sobre o ensino. https://www.youtube.com/watch?v=_YqbXCRhtis

3)      Bibliografia Base
VIDAL, Diana Gonçalves. Escola Nova e processo educativo. In: LOPES, Eliane Marta Teixeira; FARIA FILHO, Luciano Mendes e VEIGA, Cinthia Greive. 500 anos de educação no Brasil. Belo Horizonte: Autêntica. 2000. p.497-515. http://www.ia.ufrrj.br/ppgea/conteudo/conteudo-2008-2/2SF/Lia/Escola%20nova%20e%20processo%20educativo.pdf

Dia 19 - (Aula 13) – Unidade III – Educação Métodos e as Novas Tecnologias.
Temas Atuais: Função social da escola e sua relação com as novas mídias e tecnologias; Qual o papel do professor frente às novas tecnologias; Educação e televisão; Metodologia e processos de aprendizagem.

Bibliografia da Aula.
1)      ALMEIDA, Maria Elizabeth Bianconcini. Educação e tecnologias no Brasil e em Portugal em três momentos de sua história.Educação, Formação & Tecnologias; 2008, vol.1(1), pp. 23-36. Disponível em http://eft.educom.pt
2)      ALMEIDA, Maria Elizabeth Bianconcini . Educação a Distância na internet: abordagens e contribuições dos ambientes digitais de aprendizagem. Educação e Pesquisa, São Paulo, v.29, n.2, p. 327-340, jul./dez. 2003 http://www.scielo.br/pdf/ep/v29n2/a10v29n2
3)       BELLONI, Maria Luzia. Ensaio sobre a educação a distância no BrasilENSAIO Educação & Sociedade, ano XXIII, no 78, Abril/2002, p.117-141. http://www.scielo.br/pdf/%0D/es/v23n78/a08v2378.pdf
4)      Edson Jacinski; Carlos Alberto Faraco. Tecnologias na Educação: uma solução ou um problema pedagógico? Revista Brasileira de Informática na Educação. V.10 N. 2 – 2002. http://www.lbd.dcc.ufmg.br/colecoes/rbie/10/2/004.pdf
5)      MOREIRA, Antonio Flávio Barbosa; KRAMER, Sonia. Contemporaneidade e tecnologia. Educação e Sociedade. vol. 28, n. 100 - Especial, p. 1037-1057, out. 2007. pp. 1037-1057. http://www.scielo.br/pdf/es/v28n100/a1928100.pdf

Atividade - Discussão dos textos 
1) Escolher um dos textos e levantar 3 Ideias interessantes. (trabalho individual 12);
2) Trabalho em grupo (socializar as sistematizações individuais e elaborar coletivamente uma síntese das ideias interessantes. (trabalho coletivo 6)
3) Apresentação dos resultados dos grupos.

Dia 26 (Aula 14) – Elaboração dos Trabalhos Finais dos Alunos

Atividade 
a)     Atendimento individual dos alunos para o fechamento dos trabalhos finais.

Junho 

Dia 02 (Aula 15)  – Fechamento do curso
Atividade
1)      Seminário dos Alunos
2 ) Entrega dis trabalhos

quarta-feira, 16 de março de 2016

Os intelectuais e a infância

Pessoal, estou publicado a resenha que produzi sobre este livro, vejam as referencias que abordei na aula de hoje - 16/03.
RESENHAS
OS INTELECTUAIS NA HISTÓRIA DA INFÂNCIA

Marcos Cezar de Freitas, Moysés Kuhlmann Jr. (orgs.) São Paulo: Cortez, 2002, 503 p. Os Intelectuais na história da infância, obra organizada por Marcos Cezar de Freitas e Moysés Kuhlmann Jr., traz contribuições relevantes e muito significativas para o campo da história da educação e para a história da infância brasileira. O projeto desse grande dossiê já havia sido anunciado quando foi publicado, em 1997, um outro livro de igual importância, sob o título de História social da infância no Brasil. Essa publicação abriu caminhos para uma reflexão articulada, no país e fora dele, a respeito do entretecer de ideias, concepções e representações que, nos últimos séculos, têm acompanhado interpretações socialmente produzidas e divulgadas sobre a criança em suas singularidades, influindo nas políticas relacionadas ao atendimento de suas necessidades. No livro, Os Intelectuais na história da infância, autores brasileiros e estrangeiros foram convidados a continuar a construção dessa trama de ideias, com o objetivo de trazer ao leitor momentos particulares, nos quais o trabalho intelectual transformou os temas criança e infância em objetos de ciência, produzindo inúmeras obras de referência sobre esse tema. Trata-se de uma coletânea produzida por autores convidados do Brasil, Argentina, Portugal e Estados Unidos.
Para que o leitor possa ter maior visibilidade desse importante dossiê sobre a história da infância, apresento a seguir as principais questões abordadas nos diferentes textos. O Desencantamento da criança: entre a Renascença e o Século das Luzes, de Carlota Boto, dialoga com partes do repertório da história das ideias pedagógicas, tendo como referência a reflexão bibliográfica corrente no campo da história da Filosofia da Educação. O ponto de partida desse estudo é o pensamento renascentista sobre a criança, abordando, em seguida, aspectos da pedagogia jesuítica e também da contribuição de dois teóricos clássicos do pensamento pedagógico dos séculos XVII e XVIII: Comenius e Rousseau. É nesta demarcação que a autora busca compreender a apropriação que a modernidade produziu sobre a categoria infância, em que crianças foram transformadas em alunos, o que, conseqüentemente, gerou diferentes maneiras de se compreender o campo de estudo da educação.
Educando príncipes no espelho, de João Adolfo Hansen, traz contribuições significativas para compreender como os filhos da nobreza foram educados na Idade Média. O autor trata do a priori, doutrinário de algumas categorias institucionais que ordenam o modelo ético-político do príncipe prudente em um gênero didático muito ativo nessa educação, o espelho de príncipe, conhecido na Idade Média como speculum, ou specula Principum. Analisa também seu objetivo de apresentar um conjunto de virtudes cristãs que deve servir de orientação para a educação de um bom governante.
Ana Luiza Bustamante Smolka, em Estatuto de sujeito, desenvolvimento humano e teorização sobre a criança, discute as condições de produção sobre o desenvolvimento infantil. Muito mais do que historiar ideias, a autora propõe-se a fazer uma análise dos modos pelos quais determinadas questões e saberes foram formulados sobre a educação infantil. São destacados três autores do século XX, cujas ideias causaram grande impacto, a saber: Henry Wallon, Jean Piaget e Lev Vygotsky. Smolka situa os autores analisando as condições históricas e sociais que conformaram a produção de seus pressupostos teóricos. Nesse sentido, procura entretecer aquilo que se pode chamar de herança cultural e de ambiência cultural dos autores, discutindo suas posições, perspectivas e opções.
A Linha vermelha do planeta infância: o socialismo e a educação da criança, de Paolo Nosella, faz um panorama histórico das principais contribuições teórico-práticas da tradição socialista para a educação da criança. O texto foi construído em três partes: o socialismo utópico; o socialismo científico; o socialismo investigativo. A primeira parte abrange o período que vai da Revolução Industrial até a publicação do Manifesto comunista. A segunda abrange o período que vai da publicação do Manifesto comunista à ascensão de Stálin, caracterizado pelo socialismo científico. A terceira e última parte compreende o período que vai da divulgação dos textos de Gramsci aos dias de hoje, denominado socialismo investigativo.
A Infância no discurso dos intelectuais portugueses do Antigo Regime, por Antônio Gomes Ferreira, apresenta inicialmente uma crítica às pesquisas que interrogaram e analisaram as sociedades tradicionais, algumas vezes de forma precipitada, a partir de informações de materiais disponíveis e com um certo olhar contemporâneo. Apesar dessa crítica, o autor não nega a contribuição de alguns pesquisadores que interpretaram a indiferença dos adultos diante da infância até o século XVIII. O enfoque principal desse texto situa-se no século XVIII, no Antigo Regime, em Portugal, num tempo de mudanças, marcado por dualismos tanto na produção de conhecimentos na esfera cultural e socioeconômica quanto nas esferas científico, médico, sanitárias e pedagógica. A educação das crianças passa então a ser alvo dos intelectuais, médicos e pedagogos portugueses e também da administração pública, que querem assegurar a eficiência do governo. O autor mostra, ainda, como a infância deixou de ser uma etapa interpretada a partir do discurso religioso, para passar a ser interpretada à luz do pensamento laico. Nesse sentido, as crianças passam a ser educadas a partir dos interesses dos adultos e em função das exigências da sociedade vigente.
Simón Rodríguez, mestre de primeiras letras e as ideias sem fronteiras, de Maria Ligia Coelho Prado, tem por tema a trajetória deste personagem histórico e sua contribuição inovadora para a educação venezuelana. A autora busca responder a duas questões centrais que se articulam à idéia do obscurantismo do mundo colonial hispano-americano. A primeira delas consiste em como relacionar a trajetória do professor Simón Rodríguez com essas imagens congeladas? A segunda, como foi possível a um rapaz sem recursos, que não frequentou a universidade, que apenas estudou na escola por ele mesmo criticada, entrar em contato com as novas ideias e transformá-las em um projeto de intervenção social? (p.201). Maria Ligia Coelho Prado conclui que o percurso e as ideias de Rodríguez põem em dúvida a visão de uma sociedade colonial fechada em si mesma. Isto porque a autora observa na sua principal produção escrita, Reflexiones, uma apropriação de correntes filosóficas e educacionais diversas, fruto da convivência de ideias sem fronteiras, que circulavam a despeito das dificuldades da censura religiosa e do poder da Coroa.
Os Pedagogos lancasterianos e a infância, de Mariano Narodwski, introduzem o método lancasteriano e sua vulgarização de norte a sul das Américas. De maneira específica analisa como este método chegou até Buenos Aires, nas primeiras décadas do século XIX, a partir da incorporação de dois estrangeiros na gestão da política educacional
Argentina: o britânico James Thomson e o espanhol Pablo Baladía. Analisa, ainda as singularidades das relações entre infância, disciplina do corpo infantil e o método mútuo (Lancaster) como elementos que influenciaram de maneira definitiva o processo de escolarização nesse país.
Em, Escolarização da infância brasileira: a contribuição do bacharel Bernardo Pereira de Vasconcelos, Luciano Mendes de Faria Filho e Zeli Efigênia Santos de Sales, analisam o momento posterior à proclamação da independência do Brasil, como um dos mais importantes da história do processo de escolarização da infância. Para fundamentar esta afirmação destacam dois motivos. O primeiro refere-se ao discurso fundador produzido acerca da escolarização no Brasil, formalizado pela produção de leis, atualizando no Brasil uma tradição Ibérica. O segundo motivo diz respeito à produção desse discurso fundador por um importante sujeito da nossa história educativo-cultural, o bacharel. A partir dos debates produzidos por esses bacharéis, nos anos 20 e 30, do século XIX, a educação escolar da infância passa a ser objeto de atenção da sociedade em geral, e dos legisladores em particular, demarcando um tempo de submissão e constituição de novos sujeitos, o aluno.
A obra de Francisco Adolfo Coelho (1847- 1919), que tomou a criança e a educação portuguesa como sua preocupação maior, deixou uma rica obra de ideias e propostas pedagógicas. Esse é o tema do texto A educação infantil na obra de Francisco Adolfo Coelho, de Rogério Fernandes, que examina a frequente presença dos intelectuais ou políticos portugueses em algum tipo de intervenção na área da educação e na instrução pública, no século XIX, em Portugal.
Modificar com brandura e prevenir com cautela: racionalidade médica e higienização da infância, de José G. Gondra, procura examinar as representações de infância produzidas e divulgadas ao longo da formação médica no Brasil, no século XIX, e incluídas em discursos formulados no início do século XX, especificamente nos do Dr. Moncorvo Filho. O autor analisa o que permanece e o que desaparece da norma médica no que diz respeito às representações sobre a infância, destaca ainda as preocupações e os controles exercidos por esses profissionais sobre casamentos, abortos, infanticídios e sobre a infância pobre.
A Psicanálise aplicada às crianças do Brasil: Arthur Ramos e a criança problema, de Eliane Marta Teixeira Lopes, analisa como esse importante intelectual da época aderiu à psicanálise freudiana e a utilizou de maneira aplicativa na educação brasileira nos primeiros anos do século XX. Além das ideias de Freud, a autora aponta a efervescente circulação e debate de ideias, provenientes principalmente da Europa, no meio intelectual brasileiro.
O artigo Da Idéia de estudar a criança no pensamento social brasileiro: a contraface de um paradigma, de Marcos Cezar de Freitas, apresenta o percurso de uma ideia de infância produzida pelo intelectual sergipano Manoel Bomfim, nas primeiras décadas do século XX. A concepção de criança de Bomfim foi atualizada no decorrer de sua trajetória profissional, tornando-se pública por meio de seus discursos e pela edição do livro de sua autoria, Cultura e educação do povo brasileiro, em 1932. Ao analisar os estudos de Manoel Bomfim o autor elucida o contexto no qual suas ideias foram produzidas e o ceticismo desse intelectual diante das possibilidades da psicologia experimental de oferecer conhecimento científico sobre a criança e seus processos de aprendizagem.
Pedagogia da Escola Nova, produção da natureza infantil e controle doutrinário da escola, de Marta Maria Chagas de Carvalho, analisa as representações sobre a criança contrapostas na polêmica da escola ativa que lhe é contemporânea e sua refração em estratégias de formação de professores capacitados a realizar a nova escola (p.375). A autora destaca o fato de o movimento da Escola Nova no Brasil só ter chegado nas primeiras décadas do século XX, diferentemente da Europa, onde surgiu como crítica de um modelo escolar plenamente instituído. No Brasil, esse movimento, além de tardio, chega em um contexto inversamente oposto, uma vez que o sistema público de ensino ainda estava em processo de implantação.
Oscar Thompson na Exposição de St. Louis (1904): a exhibit showing ‘machinery for making machines, de Mirian Jorge Warde, focaliza a Exposição Universal de St. Louis, realizada em 1904, nos Estados Unidos. Para a autora, a importância desse episódio para a educação brasileira reside no fato do então diretor da Escola Normal da Capital de São Paulo, Oscar Thompson, ter visitado e adquirido uma série de livros que se tornaram significativos no contexto da instrução pública paulista das primeiras décadas republicanas. Além disso, a autora apresenta como os americanos, nessa exposição, deram a impressão de que a nação poderia inventar e reinventar o homem. Nesse sentido, um dos principais destaques de St. Louis foi à classificação das matérias adotadas, na qual a educação ocupa o topo da hierarquia.
O último texto desta coletânea, A Circulação das ideias sobre a educação das crianças: Brasil, início do século XX, de Moysés Kuhlmann Jr., aborda o Congresso Brasileiro de Proteção à Infância CBPI e o 3º Congresso Americano da Criança CAC, ambos realizados no Rio de Janeiro, em 1922, e tem por objetivo analisar como os diferentes setores sociais daquele período apropriaram-se das ideias da educação das crianças em suas tensões e composições.
Maurilane de Souza Biccas
Faculdade de Educação da USP
Publicado -  Cadernos de Pesquisa, n. 117, novembro/ 2002, p.249-252.


Aula Dia 30 de Março

Pessoal,
boa tarde!
Eu conferi novamente todos os emails, espero que agora todos estejam no grupo da turma manhã.
Para os que não vieram hoje a aula, terminamos a parte histórica, portanto, na próxima aula observem:
1) Quem não leu e não levantou as 3 ideias interessantes dos temas atuais - Unidade I - O lugar da escola na sociedade brasileira, favor ir no Programa do curso, terão que escolher 1 entre os 8 textos indicados.  
2) Todos os textos estão online e também podem ser copiados no Xerox,  aqui na Faculdade.
3) Na próxima aula teremos 3 atividades:
  • Trabalho em grupo, onde as ideias interessantes produzidas individualmente serão discutidas e sistematizadas em IDÉIAS DO GRUPO,  serão produzidos cartazes, para que o texto escolhido possa ser discutido com toda a turma.
  • Faremos a PROPOSTA DE AÇÃO COLETIVA, como está programado para a aula 6.
4) Receberei todos os trabalhos atrasados, Atividade 1, Atividade 2, Atividade 3.

Um abraço
Maurilane e Felipe

quarta-feira, 9 de março de 2016

Proposta e Objetivos do Curso

O objetivo deste curso é conhecer e refletir sobre os principais temas em pauta na educação brasileira. O curso com ênfase em história abordará a educação na interface com outros campos, tais como: sociologia, psicologia e linguagem.

A proposta aqui delineada é construir um curso junto com os alunos a partir de seus interesses e necessidades para que possam atuar como profissionais da educação.

O curso contemplará o estudo de diversos temas, organizados a partir de três grandes unidades:
 

I - O lugar da escola na sociedade brasileira;
 
II - Os sujeitos da educação: professores,  alunos e família;
III - A educação: métodos e as novas tecnologias.

As aulas serão desenvolvidas por meio:
  •  Exposições dialogadas;
  •  Elaboração de trabalhos individuais e coletivos;
  • Reflexão e debates de textos, filmes, documentários, etc.;
  • Discussão e recomendação sobre as Propostas de Ação Coletiva e Individual produzidas durante o curso; 
  •  Seminários; 

Sistemática de Avaliação

A avaliação do curso ocorre a partir do desenvolvimento das atividades que são realizadas dentro e fora da sala de aula, algumas são individuais e outras são coletivas. 

Cada trabalho individual vale -  0,22 ( 12 X 0,22 = 2,64)

Cada trabalho coletivo,  realizado em grupo - vale 0,22 (6 x 0,22= 1,32).  Total – 3,96

O trabalho final será desenvolvido a partir da elaboração da Proposta de Ação Individual,  produzidas pelos alunos durante o curso. É importante lembrar que um dos objetivos do curso é possibilitar que o conhecimento, a reflexão, o debate e a elaboração de proposições sobre os desafios, dificuldades, avanços e problemas existentes na educação brasileira.

O trabalho final será a elaboração e o desenvolvimento de uma Proposta de Ação Individual, que deverá ser aplicada ou dialogada com pessoas do campo educacional (pais, professores, alunos, diretores, coordendores e etc.)

O trabalho escrito final e a participação do seminário valem 6,4.